quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Lista Negra em Israel

ISRAEL (*) - Líderes espirituais da comunidade de judeus negros provenientes da Etiópia começaram uma campanha para expulsar os membros que operam como missionários cristãos, informa nesta quinta-feira o jornal "Jerusalem Post".

Os dirigentes de cerca de 70 mil judeus de origem etíope, que estão entre as classes mais humildes da sociedade israelense, anunciaram a elaboração de uma "lista negra" com o nome dos missionários que, clandestinamente, tentam aproximá-los da igreja etíope.

Os cristãos do país têm uma capela na Terra Santa ao lado da entrada do Santo Sepulcro, na cidade de Jerusalém, e uma grande basílica na rua dos etíopes, do lado ocidental, que ganhou vida graças aos imigrantes.

"O pior castigo para um etíope é que o condenem ao ostracismo", disse Itzhak Zagai, rabino chefe do grupo na cidade de Rehovot.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Comunidades Cristas e a realidade protestante em Israel

Comunidades Crsitã Protestante em Israel


A história das comunidades cristãs na terra de Israel começa com a vida e o ministério de Jesus de Nazaré. Após sua morte, a primeira Igreja Apostólica, pelo menos aquela em Jerusalém e cercanias, permaneceu em grande parte judaico-cristã até a reconstrução de Jerusalém (em cerca de 130 dC) pelo imperador Adriano, como a cidade romana Aelia Capitolina. Desde aquela data, a igreja local tem sido composta por gentios. Na época da conquista muçulmana, no século 7, a igreja no oriente já estava subdividida em vários grupos, apesar de aparentemente continuarem a compartilhar o uso dos lugares sagrados. Foi apenas com os Cruzados e com a supremacia (praedominium) da igreja latina do Ocidente que surgiu a controvérsia sobre os lugares santos, que continuou ininterruptamente através dos períodos mameluco e otomano, até a declaração do status quo em 1852.

Dos mais de sete milhões de habitantes de Israel hoje, os cristãos representam cerca de 2% (judeus 75,5%, muçulmanos 16,5%, drusos 1,7% e 4,4% não classificados por religião).

As comunidades cristãs podem ser divididas em quatro categorias básicas: ortodoxa-calcedoniana, ortodoxa não-calcedoniana (às vezes chamada de monofisita), católica romana (latina e uniata) e protestante. Essas comunidades consistem de cerca de 20 igrejas antigas e nativas e outras 30, basicamente compostas por grupos denominacionais protestantes. Exceto pelas igrejas nacionais, como a armênia, as comunidades nativas são predominantemente árabe-parlantes; muitas delas, provavelmente, descendentes das primeiras comunidades cristãs do período bizantino.




As Igrejas Protestantes

As comunidades protestantes no Oriente Médio datam apenas do início do século 19 e o estabelecimento das representações diplomáticas ocidentais em Jerusalém. A intenção dessas missões foi evangelizar as comunidades muçulmana e judaica, mas seu único sucesso foi atrair os cristãos ortodoxos árabe-parlantes.

Em 1841, a rainha da Inglaterra e o rei da Prússia decidiram estabelecer um bispado protestante conjunto anglicano-luterano em Jerusalém. O esquema chegou ao fim em 1886, mas o ofício prosseguiu com a Igreja da Inglaterra, que elevou seu representante em Jerusalém ao nível de arcebispo em 1957. Isso terminou em 1976 com a criação da nova Igreja Episcopal Protestante (Anglicana) em Jerusalém e no Oriente Médio e a eleição e consagração do primeiro bispo árabe em Jerusalém. É a maior comunidade protestante na Terra Santa. O bispo anglicano em Jerusalém tem assento na Catedral de São Jorge o Mártir, mantida pela Igreja da Inglaterra por meio de um reitor indicado.

Com a dissolução da iniciativa conjunta anglo-prussiana em 1886, a Igreja Luterano-Alemã estabeleceu uma presença independente em Jerusalém e na Terra Santa. Esta comunidade atraiu um número cada vez maior de membros árabe-parlantes, muitos deles antigos alunos de escolas e outras instituições mantidas pelas igrejas e sociedades luterano-alemãs. Desde 1979, a congregação árabe-parlante tem seu próprio bispo, existindo independentemente da pequena congregação que fala alemão e da Igreja Luterana na Alemanha, representada por um propst (reitor). Ambos os clérigos compartilham as premissas do Propstei na Rua Muristan, na Cidade Velha de Jerusalém.

Também há as congregações luteranas que falam dinamarquês, sueco e inglês, com clérigos representantes das igrejas precursoras para o benefício dos membros visitantes ou residentes em Israel. Em 1982, a Missão norueguesa em Israel transferiu a autoridade e administração das suas duas igrejas missionárias em Haifa e Jafa para as congregações locais.

As atividades da Igreja Batista na Terra Santa começaram com a formação da congregação em Nazaré em 1911. Hoje, a Associação de Igrejas Batistas tem dezoito igrejas e centros em Acre, Caná, Haifa, Jafa, Jerusalém, Kfar-Yassif, Nazaré, Petah Tikva, Ramá, Turan e outros lugares. A maioria dos congregados é composta por árabe-parlantes.

A Igreja da Escócia (Presbiteriana) mandou sua primeira missão para a Galiléia em 1840 e esteve engajada ativamente nos campos da educação e medicina pelos próximos 100 anos. Hoje, uma pequena comunidade, formada principalmente por expatriados servindo a peregrinos e visitantes, a Igreja da Escócia mantém uma igreja e uma casa de repouso em Jerusalém e Tiberíades. A independente Sociedade Missionária Médica de Edimburgo mantém um hospital-escola para enfermeiras em Nazaré.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) estabeleceu uma pequena comunidade em Haifa em 1886 e em Jerusalém em 1972. Os membros da igreja incluem hoje estudantes do Centro de Jerusalém para Estudos do Oriente Próximo, um ramo da Universidade Brigham Young de Provo, Utah.

Além dos já mencionados, existem vários outros grupos denominacionais protestantes, numericamente pequenos, presentes em Israel.

Três assentamentos agrícolas comunitários protestantes foram estabelecidos em diferentes partes de Israel em anos recentes. Kfar Habaptistim, ao norte de Petah Tikva, foi fundado em 1955 e oferece instalações para conferências e acampamentos de verão para comunidades batista e protestante no país. Nes Ammim, próximo de Nahariya, foi fundada por um grupo de protestantes holandeses e alemães em 1963, como um centro internacional para a promoção do entendimento cristão em Israel. Logo a oeste de Jerusalém, Yad Hashmonah, fundada em 1971, opera uma hospedaria para visitantes e peregrinos da Finlândia.


A Embaixada Internacional Cristã de Jerusalém foi fundada em 1980 para demonstrar apoio mundial cristão a Israel e para Jerusalém, sua eterna capital. É um centro onde cristãos de todo o mundo podem obter conhecimentos bíblicos sobre o país e sobre Israel como uma nação moderna. A rede internacional ICEJ inclui escritórios e representantes em 50 países em todo o mundo.



Liberdade religiosa

A atitude básica do estado em relação ao pluralismo religioso encontrou expressão na Declaração de Independência de 1948:

"O Estado de Israel … será baseado na liberdade, justiça e paz como contemplado pelos profetas de Israel; assegurará completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os seus habitantes independentemente de religião, raça ou sexo; garantirá a liberdade religiosa, de consciência, idioma, educação e cultura."

O documento expressa a visão da nação e sua crença e a adesão a esses princípios é garantida por lei. Cada comunidade religiosa é livre para exercer sua fé, observar seus feriados religiosos e dias de descanso semanais e administrar seus negócios internos.

Lugares Sagrados

Via Dolorosa Israel tem muitos sítios considerados sagrados pelas três religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo). A liberdade de acesso e louvor é assegurada a todas elas.

"Os Lugares Sagrados serão protegidos de profanação e qualquer outra violação e de qualquer coisa que possa violar a liberdade de acesso aos membros das várias religiões aos locais sagrados para elas ou seus sentimentos em relação a tais lugares." (Lei de proteção aos Lugares Sagrados, 1967)

Dentre os locais sagrados em Israel de significância para o cristianismo estão a Via Sacra, o Cenáculo e a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, a Igreja da Anunciação em Nazaré, o monte das Bem-Aventuranças, Tabgha e Cafarnaum, próximo do lago Kinneret (o mar da Galiléia).


O Departamento para as comunidades cristãs

O governo de Israel não interfere na vida religiosa das comunidades cristãs. O Departamento para Comunidades Cristãs no Ministério do Interior serve como escritório de ligação no sistema governamental ao qual as comunidades cristãs podem recorrer com seus problemas e solicitações que possam surgir devido ao seu status como minoria em Israel. O departamento também serve como um árbitro neutro para assegurar a preservação do satus quo estabelecido naqueles lugares sagrados nos quais mais de uma comunidade cristã tenha direitos e privilégios.



Comunidades "reconhecidas"

Certas denominações cristãs têm o status de comunidade religiosa "reconhecida". Por razões históricas datando dos tempos otomanos, as cortes eclesiásticas de tais comunidades têm jurisdição em matérias de estado civil, como casamento e divórcio.

As comunidades cristãs "reconhecidas" são a ortodoxa grega, a ortodoxa armênia, a ortodoxa siríaca, a católica romana (latina), a maronita, a católica grega (melquita), a católica siríaca, a católica armênia, a católica caldéia e, desde 1970, a episcopal (anglicana).

Tristes verdades

Tenho participado de muitas reuniões definidas como grandes eventos de poder
Pessoas entusiasmadas manifestando grande euforia num momento de êxtase onde denomina-se o ocorrido como a emoção de estar tomado pelo Espírito Santo.
o povo é chamado a estar envolvido de uma forma que o ambiente não esteja quieto nem por um instante.
Pessoas no dia seguinte encontram-se e comentam; “Grande culto ontem, muito poder. Muito poder”.
Há um poder que se manifesta de forma veemente na igreja, um poder político, uma igreja rica, gaba-se de ser rica, tem influencia, visibilidade, força, é capaz de se fazer ouvida, de certa forma uma igreja poderosa.
Não basta a igreja ser rica em si, ela manifesta uma teologia de prosperidade que maqueia suas intenções, é uma igreja que tem o “poder” de calar a voz da profecia e questionar a cruz.
Há um mercado de indulgências, você compra seu status sua posição, há um poder chamado mamon, e ele está norteando os rumos da capela,
Há uma industria de how to do, pra tudo há uma receita pronta, você compra até o céu, basta seguir padrões humanos equivocadamente chamados de “doutrinas” e isso é um passaporte garantido para ter um lugar no céu, uma casa, uma coroa, você estará habilitado a andar nas ruas de ouro da jerusalém celestial. O que fazer pra isso? Seguir sem questionar, alienar-se é a “verdade” .


assina: Eleázer Souza

Histórico Muro das Lamentações


Muro das Lamentações
Local é o que restou do templo de Jerusalém
por Maria Carolina Cristianin
De todos os diversos lugares sagrados da capital de Israel, o Muro das Lamentações é um dos mais significativos. Sua história começa em 957 a.C., com o Templo de Jerusalém. Erguido pelo rei Salomão, teria abrigado a Arca da Aliança e as tábuas com os Dez Mandamentos. "O templo simbolizava o elo com Deus", diz André Chevitarese, professor da UFRJ.

Em 586 a.C., o prédio foi derrubado pelos babilônios. Após cinco décadas, os judeus o reergueram. A obra ficou intacta até Roma dominar a cidade e, em 40 a.C., Herodes assumir o controle sobre a região. A mando do rei da Judéia, começou então uma grande ampliação, que demorou 46 anos.
Mas o esplendor durou pouco. No ano 70, uma revolta contra os romanos levou a nova destruição do templo. Os judeus iniciaram uma grande diáspora e, no século 7, construções islâmicas surgiram no local, como o Domo da Rocha. Da grandiosa obra de Herodes só restou uma pequena parte da parede que a rodeava: o atual Muro das Lamentações.


Sacrifícios e devoção
O centro religioso ampliado pelo rei Herodes abrigava os fiéis judeus

Reforma astronômica

Com a obra de Herodes, o Pátio dos Gentios, uma área externa para judeus e não-judeus, passou a ter quase o dobro do tamanho original. Havia oito portas de entrada e, ao redor, gabinetes, depósitos e aposentos para os mil sacerdotes que cuidavam dos locais mais sagrados.

Último vestígio

Após a rebelião judaica do ano 70, pouco sobrou do Segundo Templo. Nos séculos seguintes, as Cruzadas e a expansão islâmica derrubaram outros pedaços, até sobrar apenas o trecho da parede ocidental hoje conhecido como Muro das Lamentações.

UltraSsecreto

No centro da construção ficava o templo em si. Ali estava o Santo dos Santos, local que, na primeira construção, guardava a Arca da Aliança. Apenas o sumo sacerdote podia entrar ali, e somente no Dia da Expiação, quando se praticam abstinência, oração e confissão.

Espaços distintos

A obra era organizada conforme a proximidade com o Santo dos Santos. Primeiro o Pátio das Mulheres, de onde elas não passavam. Depois, o Pátio dos Homens. Ali, através de uma abertura, as fiéis assistiam aos rituais realizados no Pátio dos Sacerdotes.

Ritual sagrado

Uma das práticas judaicas da época eram os sacrifícios. No pátio, vendiam-se animais, como cordeiros e cabritos. Havia ainda um abatedouro com uma fonte,onde os animais eram degolados e o sangue esvaía por buracos.

Pedras preciosas
O muro relembra a obra original

O último vestígio do Segundo Templo é local de peregrinação, que preserva o significado da perda do ponto de encontro original. Ali, milhares de pessoas fazem orações e colocam pedidos entre as frestas das pedras.

Outras partes da muralha
O complexo inclui uma praça e uma galeria subterrânea

Fé ao ar livre

Na área em frente ao muro, homens e mulheres ficam separados. No local são realizadas cerimônias, como o Bar Mitzvah (ritual que insere o jovem como membro maduro da comunidade).

Nas profundezas

Além da área externa, há uma parte subterrânea que se formou com o passar dos anos, na medida em que outras construções foram erguidas por cima do que restou do templo. O local é aberto para visitantes.

Deus e a Lei

Lutero e a Lei.

A dialética entre lei e evangelho é ponto focal da teologia de Lutero, sem a qual não podemos entender suas idéias acerca de temas como justificação, predestinação e ética. O principal contraste que Lutero vê dentro da Escritura não é entre os dois testamentos, mas entre lei e evangelho. Embora exista mais lei que evangelho no Antigo Testamento e mais evangelho do que lei no Novo Testamento, não se pode simplesmente identificar o Antigo Testamento com a lei, nem o Novo com o evangelho. Ao contrário, o evangelho também está presente no Antigo Testamento, assim como a lei ainda pode ser ouvida no Novo Testamento. Na realidade, a diferença que existe entre lei e evangelho está relacionada com duas funções que a Palavra de Deus exerce no coração do crente, e assim a mesma Palavra pode ser lei ou evangelho, dependendo da maneira como fala ao crente.

A lei é a vontade de Deus, que se manifesta na lei natural, conhecida por todos; nas instituições civis – tais como o estado e a família – que expressam essa lei natural; e na declaração positiva da vontade de Deus na sua revelação. A lei tem duas funções básicas: (a) como lei civil, ela refreia os ímpios e proporciona a ordem necessária tanto para a vida social quanto para a proclamação do evangelho; (b) com lei "teológica," ele desvenda ao ser humano a enormidade do seu pecado.

É nessa função teológica que a lei é relevante para o entendimento da teologia de Lutero. A lei é a vontade de Deus, mas quando essa lei é contrastada com a realidade humana ele se torna uma palavra de condenação e suscita a ira de Deus. Em si mesma, a lei é boa e agradável; todavia, depois da queda a humanidade ficou incapaz de satisfazer a vontade de Deus, e assim a lei se tornou para nós uma palavra de julgamento e ira. "Assim, a lei revela um duplo mal, um interno e o outro externo. O primeiro, que nós causamos a nós mesmos, é o pecado e a corrupção da natureza; o segundo, que Deus causa, é a ira, a morte e a maldição" (Contra Latomus, 3 – LW 32:224).

Colocando de outra maneira, a lei é o "não" divino pronunciado contra nós e contra toda realização humana. Embora a sua origem seja divina, ela pode ser usada tanto por Deus, conduzindo as pessoas ao evangelho, como pelo diabo, conduzindo-as ao desespero e ódio contra Deus. Isso se aplica não somente ao Antigo Testamento, mas também ao Novo e até mesmo às palavras de Cristo. Isso porque, se as pessoas não receberem o evangelho, as palavras de Cristo permanecem como uma exigência ainda mais rigorosa à torturada consciência humana. Em si mesma, a lei deixa os seres humanos numa situação de desespero e, portanto, torna-os joguetes do diabo. "Em meio à aflição e aos conflitos da consciência, o diabo costuma amedrontar-nos com a Lei e dirigir contra nós a consciência do pecado, nosso passado ímpio, a ira e o juízo de Deus, o inferno e a morte eterna, a fim de que dessa maneira possa levar-nos ao desespero, sujeitar-nos a si mesmo e arrancar-nos de Cristo" (Preleções sobre Gálatas, 1535 – LW 26:10).

No entanto, a lei é também o meio pelo qual Deus nos conduz a Cristo, pois quando ouvimos o "não" de Deus contra nós e contra os nossos esforços, estamos prontos para ouvir o seu amoroso "sim," que é o evangelho. O evangelho não é uma nova lei, algo que simplesmente esclareça as exigências de Deus quanto a nós; não é um novo meio pelo qual podemos aplacar a ira de Deus. É o "sim" imerecido que em Cristo Deus pronunciou sobre nós. O evangelho liberta-nos da lei, não por capacitar-nos para cumprir a lei, mas ao declará-la cumprida por nós. "O evangelho não proclama nada mais que a salvação pela graça, dada ao homem sem quaisquer obras e méritos" (Sermão, 19-10-1522 – LW 51:112).

E todavia, mesmo dentro do evangelho e após termos ouvido e aceito a palavra de graça da parte de Deus, a lei não é inteiramente posta de lado. Embora justificados, somos ainda pecadores e a palavra de Deus ainda nos mostra a nossa condição. A diferença é que agora não precisamos nos desesperar, pois sabemos que, a despeito da nossa miséria, Deus nos aceita. Assim, podemos verdadeiramente nos arrepender dos nossos pecados sem tentar ocultá-los, quer negando-os ou confiando em nossa própria natureza.

Isso nos leva ao conceito de Lutero sobre a justificação – a imputação da justiça de Cristo. Se a justificação não depende da nossa própria justiça, mas da atribuição da justiça de Deus a nós, o cristão é ao mesmo tempo justo e pecador ("simul justus et peccator"). A justificação não significa que somos tornados perfeitos ou que deixamos de pecar (Rm 7). Na sua vida terrena, o cristão irá continuar a ser um pecador, mas um pecador justificado e assim libertado da maldição da lei.

Isso não quer dizer que a justificação nada represente para a vida concreta do cristão. Ao contrário, a justificação é também a obra pela qual Deus, além de declarar-nos justos, também nos faz viver de acordo com esse decreto, conduzindo-nos à justiça. Portanto, "um homem que é justificado ainda não é um homem justo, mas está no próprio processo de mover-se em direção à justiça" (Disputa Acerca da Justificação – LW 34:152). Assim é a vida cristã: uma peregrinação da justiça para a justiça; da imputação inicial de justiça por Deus até o tempo em que seremos de fato tornados justos por Deus. Nessa peregrinação, as obras desempenham um papel importante, como um sinal de que a fé verdadeira de fato foi recebida. "Devemos confirmar a nossa posse da fé e do perdão dos pecados mostrando as nossas obras" (O Sermão da Montanha, Mt 6.14-15 – LW 21:149-50).

É nesse ponto que a lei – especialmente o Decálogo e os mandamentos do Novo Testamento – desempenham um novo papel na vida do crente. A sua função civil, que é necessária para a ordem da sociedade, ainda permanece. A sua função "teológica", que é mostrar o nosso pecado, ainda é necessária, pois o indivíduo justificado ainda é um pecador. Mas agora o cristão se relaciona de maneira diferente com esse aspecto da lei. "Porém, agora eu descubro que a Lei é preciosa e boa, que ela me foi dada para a vida, e agora ela é agradável para mim. Antes ela me dizia o que fazer; agora estou começando a moldar-me aos seus apelos, de modo que agora eu louvo, engrandeço e sirvo a Deus. Isso eu faço por meio de Cristo, porque nele creio. O Espírito Santo entra em meu coração e gera em mim um espírito que se compraz nas suas palavras e obras, mesmo quando ele me repreende e me sujeita à cruz e à tentação" (Sermões sobre o Evangelho de João – LW 22:144).

Assim, agora a lei tem uma função diferente, pois ela ao mesmo tempo repreende os pecadores que os cristãos ainda são e mostra-lhes o caminho a seguir no seu desejo de fazer o que é agradável a Deus. A razão que levou Lutero a insistir nesse uso da lei foi a afirmação feita por alguns entusiastas de que, como tinham o Espírito, eles não mais estavam sujeitos aos preceitos da lei. Lutero percebeu as conseqüências caóticas que resultariam de tal asserção e por isso a corrigiu dizendo que, embora o cristão não mais esteja sujeito à maldição da lei, a lei ainda é uma expressão boa e adequada da vontade de Deus. Isso diz respeito às leis morais expressas em ambos os testamentos, as quais se harmonizam com a lei natural e o princípio do amor, que é supremo no Novo Testamento.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Quando Deus me olha

Quando Deus me olha
Humildimente servo do Deus
Lelo Camillo

Quando ele me olha não vê o super cristão
Quando ele me olha não sou o super protegido
Quando ele me olha não sou o mais santo, o mais perfeito
Não vê aquilo que queria que eu fosse
Não vê um homem merecedor de glórias
Quando ele me olha não vê um grande homem, mas um grande pecador
Quando ele me olha . Ah quando ele me olha!
Seu olhar se enche de compaixão porque em mim não há bem algum
Em mim não há poder
Em minhas palavras não há poder,não sou portador de grandes dons
Não faço cair fogo do céu
Não transformo água em vinho
Não transformo pedra em pão
Não transformo noite em dia
Não posso apagar meus pecados
Sou apenas EU
E quem sou eu?
Uma criatura formada com grande amor mas desvirtuada não guardei a inocência inicial
Não guardei os dez mandamentos, não guardei todos seus ensinos
Não entendi todas suas palavras, não fiz tudo que era preciso
Não estive em todos lugares que tinha que estar
Não ouvi tudo,não guardei tudo, entendi pouco
Estou nu diante dele
Minhas obras não conseguem gritar
Meus argumentos são meros
Minha pequenez é consumida pela sua presença
Minhas multidões de palavras acabam e nada dizem
Minhas alucinações se espairam
Meus medos, ah meus medos
Eu me ausento, me ausento e clamo pelo maior poder
O poder da graça
Pois a graça nessa hora, a graça me vale
O sangue me cobre
A cruz me julga e JESUS ME SALVA
Ele me salva porque sou miserável
Me salva das minhas misérias
Jesus me salva de mim mesmo
Jesus me salva das minhas ignomias
Salva-me dos meus devaneios
Salva-me das minhas apeguidicies
Salva-me da religiosidade
Salva-me do falso ser preciso
Salva-me das meias verdades
salva-me das minhas verdades
salva-me ELE ME JULGAE ME SALVA
Quando ele me OLHA


não é meu, não é dom meu
não porque fiz,
mas porque sou pecador
não porque mereço
mas porque nele esta o dom de dar
dar de si mesmo
dar tudo
dar o amor
amar sem volúpia
amar sem querer nada em troca
amar porque pra ele sou importante,
amar porque sou especial pra Deus
Especial pra Deus
Quando DEUS ME OLHA

Novo CD Lelo Camillo- Muito Feliz




adquira ja esse lindo lançamento
feito com todo carinho-
Eleázer Souza
Verdades bíblicas/ debates teológicos/ israel e sua história/ serviço missionáio